Nós na Feira de Arte de Florianópolis – FAF

Em maio estive com o Estúdio Capima na Feira de Arte de Florianópolis, com o Artur, cadernos artesanais e ilustrações.

A feira aconteceu no teatro de bolso mais estreito de Floripa, a casa do Teatro Armação, na praça XV ❤

A Ana Pérola tirou umas fotos bacanas:

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Uma pausa de mil compassos

Com uma felicidade do tamanho do mundo, escrevo aqui para contar que no dia 18 de fevereiro de 2016 abri a minha primeira exposição individual 🙂

Foi no Neverland Bar, em Cotia-SP.

Pra essa exposição, fui de Paulinho da Viola no título: “Uma pausa de mil compassos”, dessa música aqui.

convite expo

 

Créditos das fotos: Ju Rosa, Bianca Bittencourt e William Briga

Gratidão 😀

Guaçatom e o Centro Juvenil da AFCF

Semana passada eu revisitei a Associação Filantrópica Criança Feliz, em Caucaia do Alto (Cotia-SP), lugar onde passei boa parte da vida.

Dos 14 aos 19 anos fiz parte do Guaçatom*, grupo musical regido pela super Isa Uehara. O grupo tem um trabalho de musicalização incrível, tendo como repertório nomes como Pixinguinha, Villa Lobos, Hermeto Pascoal, Edu Lobo, entre outros, e trabalhando com ritmos como maracatu, samba, frevo, além de percussão corporal, pesquisas em objetos sonoros, enfim… o grupo é algo que sem dúvidas todos deviam conhecer.

As crianças do Centro Juvenil + Guaçatom fizeram um recital de final de ano (em breve postarei um vídeo) e a proposta foi produzir um mural com as informações do repertório.

O mais bonito de ter me envolvido nesse trabalho foi poder contar com a criação, as ideias e o entusiasmo das crianças. O processo criativo foi muito fluido. A partir da direção das várias ideias que eles me apresentavam, fomos produzindo os desenhos do mural:

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*O nome Guaçatom tem origem numa planta chamada Guaçatonga, que possui muitas características fitoterápicas e fortes raízes laterais (uma boa metáfora para o trabalho desenvolvido no grupo) 🙂

Oficina de ilustração na escola Sidrônia Nunes Pires

Na terça feira, dia 3 de novembro de 2015, eu visitei a escola onde estudei da quarta série ao terceiro colegial, E. E. Sidronia Nunes Pires, em Caucaia do Alto, Cotia-SP.

Por ideia do meu sobrinho, João Pedro, que está no 6º ano, fizemos duas oficinas com cerca de 80 crianças. Na oficina, eu quis mostrar algumas referências de ilustradores e de livros infanto juvenis, além de falar do processo criativo do meu Artur, o gato com alma de artista. No final, a proposta foi a produção rápida (tínhamos só meia hora pra fazer tudo isso!) de uma colagem. Cada criança faria o rosto da sua dupla, usando papel recortado e desenho. O resultado dessa festa vocês podem ver nas fotos lindas que a Diana Freixo fez:

Meu trabalho na Revista Diversos Afins de agosto!

No mês passado meu trabalho foi destaque na revista digital Diversos Afins.

O editor da revista, Fabrício Brandão, escreveu um texto sobre mim, veja:

Outros elos

Por Fabrício Brandão

Caroline Pires

As cores e contornos sobre o papel. Diálogo entre dois universos. De um lado, o de quem vislumbra imagens; do outro, uma gigantesca nação de coisas a serem descobertas através do olhar. A arte impulsiona o criador quando este é capaz de compreender que pode fundar mundos no mundo.

Ao perceber que o elemento diferencial está na sua individualidade, o artista introduz seus ingredientes próprios numa mistura de signos e sentidos. Diga-se de passagem, o caráter especial da arte é nos mostrar que tudo, até mesmo as coisas aparentemente mais óbvias, podem ser vistas de uma maneira também inusitada. É então que refletimos que a convergência cartesiana de visões não é útil na representação dos universos artísticos.

E o que nos traz à baila uma artista como Caroline Pires? Quiçá mensagens de um admirável mundo novo. Seus desenhos e ilustrações transitam numa dimensão que harmoniza realidade e fantasia. É como um passeio pelo onírico, buscando sorver da vida um sopro de requintes poéticos. Mesmo no despertar do sonho, a artista constata que a existência revela outras camadas, as quais superam a noção meramente física das coisas.

Um aspecto que chama atenção na obra de Caroline é o fato de estarmos diante de caminhos de libertação. Em tal característica, a artista convida-nos a um percurso pelas alamedas lúdicas de sua consciência. Aqui, o anseio de liberdade está representado pela suavidade dos traços e contornos, sobretudo pela forma como se pretende um caminho feito de desprendimento, ou seja, sem excessos e ruídos do ponto de vista visual.

Andar com reduzidos pertences não significa andar de mãos vazias. No desafio de ilustrar um mundo tradicionalmente repleto de fardos desnecessários, Caroline abraça os rumos da leveza como forma de tentar compreender quem é. Mas o fato é que há ventos soprando em todas as direções e, nessa busca, a criadora depara-se com o estranhamento ante os desafios da existência. As rotas são inexatas, complexas, e por trás dessa verdadeira odisseia de sentidos a recompensa maior é a construção de uma linguagem íntima e consistente, capaz de compartilhar algo com os saberes alheios.

A trajetória artística de Caroline remonta à sua mais tenra idade. Nascida em São Paulo, desde pequena ela preenche espaços em branco com traços, linhas e cores. Atualmente, reside em Vargem Grande Paulista, trabalha como designer e ilustradora freelancer no Estúdio Capima. Dentre outros trabalhos, integra o Estúdio Azulê (parceria com a fotógrafa Diana Freixo), o Portal Mobilize Brasil e o novo blog Entreminas, espaço que aborda principalmente a arte feita por mulheres.

Abandonar o mundo em que se vive não é uma alternativa interessante para quem deseja fazer de sua arte uma expressão de identidade. Por mais voláteis que possam parecer, algumas sensações integram a natureza humana de modo inalienável. E a descoberta de novas dimensões existenciais não significa escape, mas sim transcendência, esse sublime estágio que delineia a obra de pessoas como Caroline Pires.

 

Caroline Pires

 

 

* As ilustrações de Caroline Pires são parte integrante da galeria e dos textos da 103ª Leva.

 

Fabrício Brandão é um dos editores da Revista Diversos Afins. Cultua livros, discos e filmes com amor táctil e espiritual.

Não adianta se esconder

Ilustração para texto do escritor Dino Buzzati:

Não adianta se esconder lá embaixo no porão
Não adianta trancar as portas e as grades
Ninguém pode parar as belas feiticeiras

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